Karsten

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ano fiscal 2002

Demonstrações / Relatórios
2002 - Relatório da Administração

 

Senhores Acionistas:

Temos a satisfação de submeter à apreciação de Vs. Sas. as Demonstrações Financeiras correspondentes ao exercício findo em 31.12.2002, ano em que a empresa completou 120 anos.

VENDAS
Em meio aos problemas conjunturais vividos no Brasil em 2002, como as expectativas em torno dos desdobramentos políticos com incertezas no cenário econômico, aliado à desaceleração da atividade econômica mundial, e preocupações em relação a uma possível guerra no Oriente Médio, gerando extraordinária volatilidade do câmbio, alta das taxas de juros e elevação do risco Brasil, a empresa não mediu esforços para buscar mercados, focar na diferenciação e oferecer produtos de maior valor agregado.
A receita de vendas para o mercado externo teve um incremento de 26,4% na controladora e 14,3% no consolidado se comparado com o exercício anterior, atribuído, à desvalorização do Real frente ao dólar, e ao incremento no volume físico de 11,0% na controladora. A receita de exportação na controladora convertida em dólares americanos foi de US$ 45.634 mil em 2002 e US$ 44.734 mil em 2001.

 

A receita de vendas para o mercado interno teve um incremento de 21,9% se comparado com o exercício anterior, atribuído a maior presença nos pontos de venda e à apresentação de novas coleções, com incremento no volume físico de 12,8%.

Considerando a totalidade de vendas físicas, a controladora somou neste exercício de 2002, 22.955 mil metros lineares contra 20.487 mil no exercício de 2001, representando um crescimento de 12,0%.

Este incremento destacado na receita de vendas da companhia neste exercício, contribuiu de forma expressiva na melhora de seus Resultados Operacionais comparativamente aos resultados do mesmo período de 2001. Apresentamos abaixo os quadros comparativos e de evolução da receita de vendas nos últimos cinco exercícios, excluídas as devoluções, apuradas pela legislação societária:

Receita de Vendas (excluídas as devoluções) em reais milhões (Pela Legislação Societária)

Vendas Físicas (excluídas as devoluções) (em metros lineares milhões)

 

RENTABILIDADE E PATRIMÔNIO

 

O desempenho da empresa em 2002 foi influenciado pelo incremento da receita de vendas líquidas em 24,5% na controladora e 16,6% no consolidado, sendo que o custo dos produtos vendidos apresentou uma melhora significativa em relação ao exercício anterior, passando de 59,5% na controladora e 63,3% no consolidado em 2001 para 55,8% na controladora e 55,6% no consolidado em 2002 respectivamente em relação à renda operacional líquida. Contribuiu para a redução do custo, a desvalorização do real frente ao dólar, ressaltando que há movimentos para aumento de preços, principalmente o algodão, cujo aumento deverá afetar as margens em 2003 pelas dificuldades de repasse, bem como o reajuste dos preços administrados.

 

A controladora apresentou em 2002 um resultado financeiro líquido negativo de R$ 16.492 mil (7,0% da receita operacional líquida) contra R$14.672 mil (7,8% da receita operacional líquida) em 2001, reflexo da desvalorização do real frente ao dólar em decorrência de financiamentos com encargos vinculados a esta moeda. O nível de endividamento na controladora reduziu (10,2%) de R$ 83.020 mil em 31 de dezembro de 2001 para R$ 74.535 mil em 31 de dezembro de 2002, pela liquidação das operações de BNDES EXIM pré-embarque normal em TJLP no montante de US$ 19,500 mil. No consolidado, o volume de financiamento representa R$ 103.447 mil em 31 de dezembro de 2002, contra R$ 109.986 mil em 31 de dezembro de 2001, reflexo da atualização dos financiamentos das subsidiárias atreladas ao dólar. O resultado financeiro líquido consolidado foi negativo em R$ 25.444 mil (9,0% da Receita Líquida), contra R$18.204 mil (7,5% da Receita Líquida), tendo como reflexo a variação cambial. Salientamos que, estão computados em despesas financeiras os juros sobre o capital próprio no montante de R$ 6.500 mil para 2002 e R$ 4.800 mil em 2001.

 

 


O resultado líquido no exercício de 2002 na controladora foi de R$ 16.890 mil (7,2% da receita líquida de vendas), um aumento na ordem de 100,8% se comparado ao resultado do exercício de 2001 que foi de R$ 8.412 mil (4,5% da receita líquida de vendas). Esta melhora em seu resultado está vinculado a busca por uma melhor rentabilidade em suas vendas, redução dos custos dos produtos vendidos e controle de suas despesas operacionais.

 

O Resultado Líquido consolidado de 2002 é de R$ 16.115 mil (5,7% da receita líquida de vendas), um aumento na ordem de 236,0% se comparado ao resultado do exercício de 2001, que foi de R$ 4.796 mil. Este incremento refere-se ao processo de reestruturação das controladas e da variação cambial.


Apresentamos no gráfico abaixo a geração de caixa medida pelo EBITDA da empresa (controladora/consolidado), no período de 1998 a 2002, o qual reflete o esforço da companhia em melhorar sua eficiência operacional, conforme demonstrado a seguir:

O Patrimônio Líquido, após a destinação do lucro proposta pela administração, é de R$ 103.480 mil na controladora, o que corresponde ao valor patrimonial de R$ 71,83 em 31/12/2002 (31 de dezembro de 2001 - R$ 64,62) e R$ 90.632 mil no consolidado que representa R$ 62,91 em 31/12/2002 (31 de dezembro de 2001 - R$ 55,01).

 

IMOBILIZAÇÕES

 

O investimento em bens do ativo imobilizado foi de R$ 12.347 mil, destinados principalmente em modernização industrial e tecnológica, além de melhorias em seu parque fabril, visando ao atendimento da demanda de mercado e minimização dos seus custos.
Em virtude do processo contínuo de modernização do parque fabril a depreciação nos últimos exercícios na controladora tem-se mantido estável de R$ 11.368 mil para 2002 e R$ 11.863 mil para 2001, sendo que no consolidado foi de R$ 11.680 mil em 2002 e R$ 12.031 mil em 2001.

 

RECURSOS HUMANOS

 

O quadro de colaboradores teve um incremento de 87 pessoas, evidenciado na área industrial. O número de colaboradores em 31 de dezembro de 2001 era de 2.505 contra 2.592 em 31 de dezembro de 2002.

 

EMPRESAS CONTROLADAS

 

O processo de reestruturação das controladas no exterior, iniciado em 2001, teve continuidade neste exercício, a saber:

 

Karsten Argentina:

 

  • Pagamento do endividamento bancário de R$ 1.226 mil, revertendo assim a provisão constituída na controladora em 31 de dezembro de 2001, como perda do investimento de R$ 1.572 mil baseado em compromisso de integralização.
  • Desconsiderando a desvalorização cambial do Peso frente ao Dólar Americano e a atualização monetária dos saldos do balanço determinada pelos órgãos governamentais, não teríamos registrado um prejuízo acumulado em nosso balanço de R$ 6.756 mil, sendo que assim a administração confirmaria o desempenho definido por ela no fim do exercício em 2001.
  • Para dezembro de 2002 a empresa realizou um estudo detalhado do seu balanço e contabilizou provisões de seu contas a receber e outros ativos, em virtude da dificuldade da realização destes saldos, gerando um montante R$ 794 mil.
  • Neste exercício a Companhia constituiu provisão para perda de contrato de mútuo na controladora no montante de US$ 1,635 mil baseado na dificuldade de recuperação da atividade econômica naquele país. Este valor está reconhecido no Resultado não Operacional.
  • Estes procedimentos adotados e montantes provisionados, foram avaliados pela administração, levando em conta a impossibilidade de recuperação total do investimento.

 

Karsten Europa:

 

  • A mudança na estratégia comercial com desativação de depósito de nossos produtos e manutenção do escritório de vendas, devido aos altos custos operacionais para a sua manutenção, apresentaram bons sinais de recuperação, fazendo com que a controlada apurasse um resultado líquido acumulado de R$ 2.602 mil no exercício.
  • Sendo assim a administração demonstra a viabilidade de reversão dos prejuízos baseado na recuperação de fatia de mercado e adequação dos canais de distribuição.

 

Karsten América:

 

  • A modificação na estrutura administrativa e comercial, aliado à conclusão da implantação de sistema de informações, contribuíram para melhorar e agilizar a comunicação com a controladora, apresentando um resultado positivo no montante de R$ 1.965 mil no acumulado do exercício de 2002, contra R$ 559 mil em 2001.
  • O aumento da Receita Bruta acumulada em 6,5% (US$ 21.481 mil de 2002 contra US$ 20.172 mil em 2001), e conseqüente lucro líquido no montante de US$ 556 mil apurado até 31 de dezembro de 2002, contra US$ 241 mil em 2001, é reflexo da implementação de medidas visando a melhoria da performance desta controlada.

 

A Receita Operacional Bruta Consolidada neste exercício foi de R$ 303.033 mil contra R$ 260.136 mil em 2001, representando um incremento de 16,5%.

Individualmente, as empresas controladas apresentaram os seguintes resultados:

 

 

Karsten América Corp.

 

Karsten Argentina S/A

 

Karsten Europa Gmbh

 

31/12/2002

 

31/12/2001

 

31/12/2002

 

31/12/2001

 

31/12/2002

 

31/12/2001

 

R$ Mi

 

R$ Mil

 

R$ Mil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Renda Operacional Bruta

75.899

 

46.807

 

172

 

1.829

 

3.845

 

3.851

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resultado Operacional

2.827

 

588

 

 (6.790)

 

 (2.653)

 

2.599

 

 (1.499)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resultado Líquido

1.965

 

559

 

 (6.756)

 

 (2.653)

 

2.602

 

 (1.372)

 

O desempenho e as operações das empresas controladas, estão detalhadas nas Notas Explicativas (Nota nº 6).

 

DESTINAÇÃO DO LUCRO

 

Propõe esta administração que do lucro líquido de R$ 16.890 mil seja destinado R$ 845 mil para a Reserva Legal, R$ 6.500 mil para pagamento de dividendo à conta de juros sobre o capital próprio e o saldo de R$ 9.545 mil para a Reserva para Aumento de Capital, como retenção para investimentos conforme orçamento de Capital a ser submetido à aprovação da AGO.

O valor bruto da distribuição representa R$ 4,266582 por lote de mil ações ordinárias e R$ 4,693240 por lote de mil ações preferenciais, calculados sobre as posições dos acionistas em 16 de dezembro de 2002.

Em atendimento a Instrução Normativa da CVM nrº 381/03, informamos que os Auditores Externos da empresa possuem contrato de prestação de serviço única e exclusivamente de auditoria externa com total independência dos serviços prestados.

Concluindo, expressamos os sinceros agradecimentos aos nossos colaboradores, acionistas, clientes, fornecedores, e todos que, direta ou indiretamente, contribuíram na formação do resultado.

 

Blumenau, 28 de fevereiro de 2003.

 

Conselho de Administração
RALF KARSTEN - Presidente
CARLOS ODEBRECHT- Vice-Presidente
EDELTRAUT ODEBRECHT
MARGARETE SÍLVIA KARSTEN
SUELY KARSTEN LORENZ
HEINZ WOLFGANG SCHRADER
ULRICH KUHN
JAN GUNNAR KARSTEN
VICENTE DONINI
UWE SPRANGER
Diretoria
CARLOS ODEBRECHT - Diretor Presidente
JOÃO KARSTEN NETO - Diretor Vice-Presidente
ALVIN RAUH NETO - Diretor Industrial
REJANE ACHTERBERG JANSEN- Diretora Financeira e de Relações com Investidores