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Senhores Acionistas:
Temos a satisfação de submeter à apreciação
de Vs. Sas. as Demonstrações Financeiras correspondentes
ao exercício findo em 31.12.2001.
VENDAS
Apesar dos acontecimentos verificados nos Estados Unidos que adicionaram
incertezas ao cenário internacional, das preocupações
em torno da desaceleração da atividade econômica
mundial, em particular a dos Estados Unidos, e da expectativa com
os desdobramentos políticos e econômicos na Argentina,
a receita de vendas para o mercado externo teve um incremento de
29% se comparado com o exercício anterior, atribuída
principalmente, à desvalorização do Real frente
ao dólar, pois o incremento no volume físico foi de
9,3%. A receita de exportação convertida em dólares
americanos foi de US$ 44.734 mil em 2001 e US$ 44.559 mil em 2000.
No mercado nacional, apesar dos problemas conjunturais como a crise
de energia aliada as incertezas no cenário econômico,
as vendas físicas registraram um incremento de 5,8% neste
exercício se comparado ao mesmo período do exercício
anterior e 11% de incremento na receita de vendas, em conseqüência
do lançamento de novos produtos, readequação
dos canais de distribuição e da equipe de vendas.
Apresentamos abaixo o quadro comparativo e de evolução
das receitas de vendas dos cinco últimos exercícios,
excluídas as devoluções, apuradas pela legislação
societária:
Receita de Vendas (excluídas as devoluções)
em reais milhões (Pela Legislação Societária)
 
Vendas Físicas (excluídas as devoluções)
(em metros lineares mil)
 
RENTABILIDADE E PATRIMÔNIO
O desempenho da Companhia em 2001 foi influenciado pelo incremento
da receita de vendas (19,7%), sendo que o custo dos produtos vendidos
apresentou uma melhora significativa em relação ao
exercício anterior, passando de 65,3% de 2000 para 59,5%
em 2001 em relação à Renda Operacional Líquida.
Contribuiu para a redução do custo, a desvalorização
do real frente ao dólar, ressaltando que há movimentos
para aumento de preços, principalmente de matérias
primas atreladas ao dólar. Para minimizar o impacto do aumento
dos preços de matéria prima no custo de fabricação,
foram arrematados em leilões neste exercício, 2.997
toneladas de algodão, o que dá à Companhia
uma autonomia até junho/2002. Consequentemente, houve um
aumento da conta de estoques de matéria prima e de financiamentos,
uma vez que foram tomados recursos através de operação
EGF (Empréstimo do Governo Federal), incentivo governamental
para aquisição de produtos rurais, a uma taxa de 8,75%
a.a.
O aumento do nível de endividamento originário de
uma política agressiva de investimentos na modernização
do parque fabril, que nos últimos 3 anos totalizaram R$ 44.928
mil, mais R$ 4.137 mil realizados em 2001, levaram a um resultado
financeiro líquido negativo de R$ 11.338 mil, que somado
ao resultado negativo das operações de hedge "zero
cost collar de exportação" no montante de R$
3.334 mil totalizou R$ 14.672 mil para este exercício. Salientamos
que, estão computados em despesas financeiras os juros sobre
o capital próprio no montante de R$ 4.800 mil.
A geração de caixa medida pelo EBITDA, no período
de 1997 a 2001, reflete o esforço da Companhia em melhorar
sua eficiência operacional, conforme demonstrado a seguir:
O Patrimônio Líquido da controladora,
após a destinação do lucro proposta pela administração,
é de R$ 93.090 mil, o que corresponde ao valor patrimonial
de R$ 64,62 por lote de mil ações (R$ 62,11 em 31
de dezembro de 2000).
IMOBILIZAÇÕES
O investimento em bens do ativo imobilizado foi de R$ 4.137 mil,
aplicados na aquisição de máquinas para a tecelagem,
beneficiamento, confecção, móveis e utensílios,
equipamentos e sistemas de informática.
Em virtude do processo contínuo de modernização
do parque fabril a depreciação nos últimos
exercícios tem-se mantido estável, sendo de R$ 11.863
mil para 2001, R$ 12.414 mil em 2000 e R$ 11.764 mil em 1999.
BALANÇO SOCIAL
A Companhia tem papel fundamental para o desenvolvimento da região
do Vale do Itajaí, contribuindo de forma expressiva para
o desenvolvimento social da comunidade, através de doações
efetuadas a órgãos e/ou entidades filantrópicas
que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento social.
Além destes órgãos a Companhia possui importância
social também para o Município, Estado e para a própria
União, em função dos impostos, contribuições
sociais, recolhimentos trabalhistas e, principalmente, dos salários
e benefícios proporcionados a seus funcionários e
dependentes.
No quadro abaixo, estão registrados alguns
fatores que revelam a atuação da Companhia no âmbito
social:
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|
2001
|
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2000
|
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1.
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Dados Operacionais
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Faturamento Bruto (R$ mil)
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202.984
|
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169.619
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Faturamento Líquido (R$ mil)
|
188.189
|
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156.129
|
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Resultado Antes das Despesas e Receitas Financeiras
(R$ mil)
|
24.655
|
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12.045
|
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|
Folha de Pagamento Bruta (R$ mil)
|
22.075
|
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19.713
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|
Mão de Obra Terceirizada (R$ mil)
|
5.303
|
|
3.779
|
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2.
|
Indicadores Sociais
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Impostos Federais (R$ mil)
|
9.757
|
|
7.074
|
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|
Impostos Estaduais (R$ mil)
|
11.448
|
|
10.388
|
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|
Impostos Municipais (R$ mil)
|
143
|
|
130
|
|
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|
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3.
|
Indicadores Laborais
|
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|
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|
Encargos Sociais (R$ mil)
|
15.836
|
|
13.709
|
|
|
Benefícios (R$ mil)
|
2.588
|
|
2.045
|
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|
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4.
|
Indicadores do Corpo Funcional
|
|
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|
Funcionários no Final do Período Efetivos (quantidade)
|
2.505
|
|
2.154
|
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|
5.
|
Treinamento
|
|
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|
Desembolso Efetuado (R$ mil)
|
240
|
|
408
|
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|
Investimento em Horas
|
76.150 hs
|
|
67.078 hs
|
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|
6.
|
Atendimentos Médico e Odontológico
|
|
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|
Atendimentos em ambulatórios (quantidade)
|
17.650
|
|
17.224
|
|
|
Vacinação contra gripe (quantidade)
|
1.229
|
|
943
|
|
|
Gasto com assistência à saúde no ambulatório médico
e dentário (R$
mil)
|
224
|
|
197
|
|
|
Atendimento dentário (quantidade)
|
6.153
|
|
6.380
|
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|
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7.
|
Jardim de Infância e Trabalhos Voluntários
|
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|
Custo com jardim de infância (R$ mil)
|
71
|
|
117
|
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|
Número de crianças atendidas (quantidade)
|
146
|
|
164
|
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|
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|
|
|
|
8.
|
Segurança
|
|
|
|
|
|
Quantidade de acidentes de trabalhos (quantidade)
|
29
|
|
27
|
|
|
Investimento em segurança e higiene (R$ mil)
|
100
|
|
85
|
|
|
Membros da brigada de incêndio (quantidade)
|
106
|
|
120
|
|
|
Membros socorristas (quantidade)
|
24
|
|
24
|
|
|
Membros voluntários do corpo de bombeiros de Blumenau
(quantidade)
|
15
|
|
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|
Custo em ação de segurança ambiental (R$ mil)
|
5
|
|
2
|
|
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|
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|
9.
|
Outros Indicadores
|
|
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|
Custo com refeições consumidas (R$ mil)
|
1.115
|
|
949
|
|
|
Quantidade de almoços e lanches servidos (quantidade)
|
585.908
|
|
526.611
|
|
|
Esporte e laser (ADRK) (R$ mil)
|
121
|
|
119
|
MEIO AMBIENTE
A preocupação com a natureza é constante, tendo
sido a primeira indústria têxtil de Santa Catarina
a instalar uma estação de tratamento de efluentes
pelo sistema biológico. O zelo pelo meio ambiente, agindo
de forma consciente, garantindo a perenidade dos recursos naturais,
fazem parte de nossos valores. E após a conquista da certificação
ISO 14001, prossegue na busca de melhorias com novos objetivos e
metas.
Dentre algumas ações que evidenciam o compromisso
da Companhia com o meio ambiente podemos destacar:
Reutilização parcial da água, proporcionando
economia no consumo, pois em vez de tratar a água e devolver
ao rio, agora parte dela é usada novamente.
Controle de emissões atmosféricas dentro dos
padrões aceitáveis e análises constantes da
água e efluentes.
Reutilização do plástico no Tingimento
Foulard. Pelo reconhecimento deste trabalho obtivemos o prêmio
CNI 2001 - Etapa Regional do Médio Vale do Itajaí.
Campanha de Redução de Energia tendo como objetivo
a diminuição do consumo de energia e dos desperdícios,
reduzindo os custos. Dentre alguns benefícios gerados podemos
destacar a redução aproximada de 900 mil litros de
água por ano na Preparação de Tintas na Estamparia,
redução aproximada de 75 metros cúbicos por
hora de ar comprimido no beneficiamento e alteração
nos interruptores com ganho na redução de energia
elétrica.
Seleção de materiais tipo lâmpadas fluorescentes,
baterias, pilhas, plásticos, metais, vidros, papéis
e outros, para serem reciclados por empresas especializadas. Sendo
os resíduos industriais sucateados e reciclados por empresas
com licença ambiental de operação.
EMPRESAS CONTROLADAS
O processo de reestruturação das controladas no exterior,
iniciado em 2000, teve continuidade neste exercício, a saber:
Karsten Argentina:
· Mudança na estratégia comercial com desativação
de depósito de nossos produtos e manutenção
de escritório de representação.
· Venda de estoques a preços abaixo de custo e indenizações
para redução do quadro de pessoal levaram a um prejuízo
de R$ 2.653 mil.
· Reconhecimento, na controladora, de resultado negativo
de equivalência patrimonial no valor de R$ 1.152 mil, mais
resultado não operacional de R$ 2.763 mil referente perda
com a cobertura de passivos, e constituição de provisão
para perda do investimento de R$ 1.572 mil baseado em compromisso
de futura integralização para aumento de capital,
totalizando neste exercício R$ 5.487 mil. Este montante,
avaliado pela administração, leva em conta a impossibilidade
de recuperação total do investimento.
Karsten Europa:
· Mudança na estratégia comercial com desativação
de depósito de nossos produtos e manutenção
de escritório de vendas, devido aos altos custos operacionais
para a sua manutenção.
· Venda de estoques a preços abaixo de custo e indenizações
para redução do quadro de pessoal levaram a um prejuízo
de R$ 1.371 mil.
· Avaliado pela administração a viabilidade
de reversão dos prejuízos baseado na recuperação
de fatia de mercado e adequação dos canais de distribuição.
Karsten América:
· Modificação na estrutura administrativa e
comercial, aliado à conclusão da implantação
de sistema de informações, contribuíram para
melhorar e agilizar a comunicação com a controladora.
· Apesar da queda da Receita Bruta em 6,2% (US$ 20.172 mil
em 2001 contra US$ 21.513 mil em 2000), foi apurado lucro líquido
no montante de US$ 241 mil contra prejuízo de US$ 354 mil
em 2000, refletindo o esforço da Companhia na melhoria da
performance desta controlada.
A Receita Operacional Bruta Consolidada neste exercício
foi de R$ 260.136 mil contra R$ 207.658 mil em 2000, representando
um incremento de 25%.
Individualmente, as empresas controladas apresentaram os seguintes
resultados:
|
|
Karsten America Corp.
|
|
Karsten Argentina S/A
|
|
Karsten Europa
Gmbh
|
|
|
2001
|
|
2000
|
|
2001
|
|
2000
|
|
2001
|
|
2000
|
|
|
R$
mil
|
|
R$
mil
|
|
R$
mil
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Renda
Operacional Bruta
|
46.807
|
|
42.066
|
|
1.829
|
|
5.711
|
|
3.851
|
|
7.997
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Resultado
Operacional
|
588
|
|
-1.059
|
|
-2.653
|
|
-2.674
|
|
-1.499
|
|
-2.244
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Resultado
Líquido
|
559
|
|
-692
|
|
-2.653
|
|
-2.674
|
|
-1.372
|
|
-1.955
|
O desempenho e as operações das empresas
controladas, estão detalhadas nas Notas Explicativas (Nota
nº 6 ).
DESTINAÇÃO DO LUCRO
Propõe esta administração que do lucro líquido
de R$ 8.412 mil seja destinado R$ 421 mil para a Reserva Legal,
R$ 4.800 mil para pagamento de dividendo à conta de juros
sobre o capital próprio e o saldo de R$ 3.191 mil para a
Reserva para Aumento de Capital, como retenção para
investimentos conforme orçamento de Capital a ser submetido
à aprovação da AGO.
O valor bruto da distribuição representa R$ 3,150706
por lote de mil ações ordinárias e R$ 3,465777
por lote de mil ações preferenciais, calculados sobre
as posições dos acionistas em 28 de dezembro de 2001.
Concluindo, expressamos os sinceros agradecimentos aos nossos colaboradores,
acionistas, clientes, fornecedores, e todos que, direta ou indiretamente,
contribuíram na formação do resultado.
Blumenau, 08 de março de 2002.
Conselho de Administração
RALF KARSTEN - Presidente
CARLOS ODEBRECHT- Vice-Presidente
EDELTRAUT ODEBRECHT
MARGARETE SÍLVIA KARSTEN
SUELY KARSTEN LORENZ
HEINZ WOLFGANG SCHRADER
ULRICH KUHN
JAN GUNNAR KARSTEN
VICENTE DONINI
UWE SPRANGER
|
Diretoria
CARLOS ODEBRECHT - Diretor Presidente
JOÃO KARSTEN NETO - Diretor Vice-Presidente
UWE SPRANGER - Diretor Financeiro e de Relações
com Investidores
VALDEMAR MASKE - Diretor Administrativo
ALVIN RAUH NETO - Diretor Industrial |

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